Lembranças dos tempos em que jornais e revistas eram feitos nas saudosas oficinas tipográficas - Editor: Darci Fonseca

13 de out. de 2013

COLÔNIA DE FÉRIAS DOS GRÁFICOS EM 1977

Funcionários da Imprensa Oficial do Estado na Colônia de Féria do STIG, em 1977.
Em pé: Gerson Coelho da Rocha, Antônio Carlos (Vermelhinho), Élvio e Salvador
Signorelli; agachados: não identificado, Ramos e João Rodrigues.

Mais funcionários da Imprensa Oficial do Estado na Colônia de Férias dos Gráficos
na Praia Grande, em 1977. Em pé: Robertinho, Antônio Carlos (Vermelhinho),
não identificado e Darci Fonseca; agachados João Rodrigues e Wagner Signorelli
(filho de Salvador Signorelli).

2 de ago. de 2013

CARLOS JUSTI, UM SENHOR MECÂNICO DE LINOTIPO


Conheci CARLOS JUSTI por volta de 1964 na "Tribuna da Justiça", semanário que tratava de assuntos jurídicos e que era composto nos fundos de uma casa na Avenida Lins de Vasconcelos (bairro de Vila Mariana, em São Paulo). Havia uma única máquina Linotipo na qual era composto o tablóide editado pelo Promotor de Justiça Dr. Onésimo da Silveira e essa máquina não podia deixar de funcionar de forma alguma, caso contrário o jornal não sairia. Pelo menos naquele mês e meio que trabalhei na "Tribuna da Justiça" a Modelo 31 daquele jornal não apresentou nenhum problema maior de funcionamento e as pequenas irregularidades de ordem técnica que surgiam eram solucionadas facilmente pelo mecânico de manutenção Carlos Justi que visitava a empresa uma vez por semana. 'Seo' Carlos (eu ainda o chamava assim) deixava a máquina 'redondinha', como se diz atualmente. Das nossas conversas naquele tempo lembro apenas que Carlos Justi era palmeirense e sempre muito tranquilo (época em que o palmeiras era uma força do futebol paulista e brasileiro). Carlos adorava falar de futebol. Voltei a trabalhar com Carlos Justi na "Folha de S. Paulo", em 1966. Com mais de meia centena de linotipos que havia na 'Folha' a necessidade de uma numerosa equipe de técnicos de manutenção era imperiosa. O Setor de Manutenção era comandado por mecânicos que estavam na 'Folha' há mais tempo e a eles se subordinavam Carlos Justi, Miguel Del Gaudio e Inocêncio Ramblas Filho. Esses três 'mecânicos de linotipo' eram os responsáveis diretos pela excepcional performance daquele parque gráfico formado pelas 55 linotipos no 2.º andar do prédio da Alameda Barão de Limeira, 425. Mesmo sendo um mecânico bastante requisitado, Carlos Justi sempre falava de seu projeto de vida de montar um comércio para venda de utensílios domésticos, com predominância de panelas, lá no bairro do Ipiranga, onde residia. Depois de 40 anos sem ver Carlos Justi eu o reencontrei no churrasco organizado por Roger Vincent Fildimaque (o grego nascido no Egito) no final de 2012, na Serra da Cantareira. Carlos estava presente e que grande alegria foi rever esse caro amigo e competentíssimo profissional. Nessa ocasião ele disse estar morando no interior, na cidade de Amparo e que até pouco tempo atrás ainda consertava as máquinas de um jornal da região. Esse encontro foi uma feliz oportunidade para rever e abraçar Carlos Justi, um Senhor Mecânico de Linotipo. (Darci Fonseca)

12 de jul. de 2013

LEMBRANDO O AMIGO SOLA (ODIVALDO JOÃO ÂNGELO)


Entre os gráficos da Velha Guarda um dos mais conhecidos e estimados era Odivaldo João Ângelo. Esse nome pode até não ser muito familiar aos antigos companheiros, mas se escrevermos o apelido pelo qual ele era chamado - SOLA - todos abrirão um largo sorriso e lembrarão daquele companheiro verdadeiramente inesquecível. Sola foi paginador de "A Gazeta", "Estadão, "Folhas" e "DCI", entre as empresas mais conhecidas em que trabalhou. Sola não só trabalhou com grande competência e profissionalismo, mas foi também um batalhador pelos direitos da categoria. Após se aposentar Sola passou a integrar o quadro de associados da ATAIGESP, prestando grande colaboração à associação dos gráficos aposentados. Aqueles que tiveram a felicidade de trabalhar com o Sola conheceram bem sua cordialidade, educação e mais que tudo sua alegria e expansividade. Brincava com todos sem esquecer o respeito e a fidalguia e durante sua carreira só fez amigos. Mesmo entre as chamadas novas gerações de gráficos Sola era igualmente estimado pois era impossível não gostar de sua espontânea comunicabilidade.
No dia 5 de julho último (2013), os amigos de Sola ficaram tristes pois nessa data ocorreu o falecimento do grande companheiro de trabalho, de lutas e de alegre convivência. O blog LINO & TIPO publica algumas fotos do Sola e presta homenagem a esse amigo de todos os gráficos dos bons tempos.

Futebol na Artestilo em 1979. O craque Sola (nem tanto, não é mesmo...)
 é o terceiro em pé da esquerda para a direita.

José Garbuglio, José Carlos Teodoro, 'Profeta', Aquino e Sola, no churrasco após o jogo.

Magrão, Clemente Macchio, Ñ. Ident., Sola segurando uma Antarctica, Borges,
Garbuglio e Liberato.



Na foto acima Sola está ladeado pela filha Márcia e pelo neto Victor Ângelo.

11 de abr. de 2013

ANIVERSÁRIO DO 'BATATA', O LINOTIPISTA TRANQUILO


Paulinho, paginador vindo
de Bauru. Grande gozador.
        A Impressora Paulista, empresa gráfica montada por Francisco Cantero, o 'Paquito' já funcionava há cerca de um ano, desde meados de 1962, quando foi contratado um novo linotipista. Bastante jovem e simpático, o moço com sotaque caipira foi logo dizendo que seu nome era Luiz. Havia também ingressado na I.P., como era chamada aquela gráfica que compunha e imprimia jornais de bairro, um paginador chegado de Batatais. Havia na I.P. muitos interioranos, a maioria deles oriunda de Bauru, coincidentemente terra do próprio Paquito. Um desses bauruenses era o paginador chamado Paulinho que além de excelente profissional era um grande gozador. Certo dia alguém perguntou se o linotipista moreno e gordinho (o Luiz) era também de Bauru. O Paulinho, disse que ele, como o outro rapaz, era de Batatais. O chefe da gráfica, o Almeida, sempre sem graça fez a óbvia piada: "Essa cidade, pelo nome deve ser terra de muita plantação de batatas". Brincalhão como só ele, o Paulinho emendou: "E esse Luiz gordinho e moreno desse jeito mais parece uma batata mesmo..." E todos na gráfica passaram a chamar o novo linotipista de 'Batata'. De nada adiantou ele explicar que tinha nascido em Catanduva e que sequer conhecia Batatais.
          O apelido pegou e o 'Batata', quer dizer, o Luiz Batista, nem ligou. Continuou tranquilo como sempre, atendendo a todos com calma e simpatia. Pra falar a verdade, mais calma do que simpatia. E que calma! Na Impressora Paulista havia também momentos de correria, principalmente nas quintas e sextas-feiras com o fechamento do "Jornal de São Caetano", "Tribuna de Santana" e "Gazeta Penhense". Todos se movimentavam freneticamente. Todos menos o 'Batata' que na sua 'Modelo 8' que praticamente só fazia títulos era a própria expressão da calmaria do Caminho das Índias contada na História. E ele seria assim por toda sua longa carreira.
           Reencontrei o 'Batata' na Folha de S. Paulo. Quase 60 linotipos compondo cinco ou seis jornais simultaneamente, no estressante sistema de produção. Só quem não se estressava era o 'Batata' que não se deixava envolver pela correria dos demais, levantando da cadeira tranquilamente para pegar um original e retornando no maior sossego. 'Batata' com sua paz era um perfeito e necessário contraponto àqueles linotipistas desesperados, que mais pareciam estar a caminho de tirar o pai da forca, como se dizia naqueles anos 60.
        Por todos os jornais e casas de obra nas quais trabalhou 'Batata' mostrou que seu lema era 'Devagar também é pressa'. Línguas víperinas contam que a música preferida de 'Batata' é "Sossego", do Tim Maia, o que ele não confirma mas também não desmente. E 50 anos depois de ter conhecido o  tranquilo 'Batata' posso dizer que ele sempre esteve certo pois hoje, próximo dos 70 anos (ou será que já chegou lá?) 'Batata' é o mesmo. Exceto por alguns cabelos brancos e a barbicha grisalha ele é o mesmo risonho jovem chegado de Catanduva, a quem o 'Paquito' deu oportunidade em 1963.
         Parabéns, amigo 'Batata'. Não só pelo seu aniversário em 29 de abril, mas também por ter sido sempre um grande exemplo de amizade e tranquilidade dentro das empresas nas quais trabalhou.

2 de dez. de 2012

IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO - PRIMEIRAS DÉCADAS

Prédio da Imprensa Oficial do Estado na Rua Onze de Agosto.

Prédio da Imprensa Oficial do Estado na Rua da Glória.

Seção de Linotipia nos anos 30, no casarão da Rua Onze de Agosto.

Seção de Linotipos na década de 40, já no prédio da Rua da Glória.

Forno e caldeira para fundição de chumbo no prédio da Rua da Glória.

Visão da Tipografia na Rua da Glória.

Rotativa Marinoni pertencente ao jornal "Correio Paulistano" e que foi encampada
por decreto do governo revolucionário, passando a ser utilizada na
a ser utilizada na impressão do Diário Oficial do Estado, nos anos 30.

Máquina impressora 'Le Soleil' (tipo Minerva), uma das primeiras a ser adquirida
plea então Typographia do Estado de São Paulo.

O Diretor-Presidente da Imprensa Oficial do Estado reunido com o ex-governador
Carvalho Pinto e com o então governador Abreu Sodré, que
 governou o
Estado de São Paulo de 1967 a 1971, época provável da foto.

Acima maquete do novo prédio da Imprensa Oficial do Estado, no bairro da Moóca;
abaixo o novo prédio visto na esquina da Rua da Moóca com a
Rua João antônio de Oliveira e em foto aérea.

31 de out. de 2012

APOSENTADOS SE REÚNEM NA SERRA DA CANTAREIRA


Gráficos aposentados do Diário do Comércio e da Folha de S. Paulo
se reuniram para um churrasco no dia 27/10/2012 no clube da
Associação Comercial de São Paulo, localizado próximo à Serra da Cantareira.
No vídeo abaixo alguns aspectos da reunião onde não faltou sol, cerveja,
muita alegria e claro, recordações dos antigos e saudosos tempos.
O vídeo encontra-se também no Youtube, neste endereço: